Porque gosto dessa musica

recomendo ouvir a música antes de ler o texto.
posso ajuda-lo?

Música: Mixed Business
Artista: Dr Lonnie Smith
Álbum: Boogaloo to Beck

Esse instrumental é algo que chamo de “carismático”. Ele tem uma melodia simples porém ao mesmo tempo as melodias mais simples, no caso dos instrumentais, é que fica mais fácil pro músico improvisar e colocar seus próprios arranjos. É o caso do teclado e da guitarra dessa música. Aos poucos, os dois vão “largando” a base e improvisando, fica bem interessante. Vale os longos 8 minutos que a música te cobra.

Música: Shine on Your Crazy Diamonds
Artista: Pink Floyd
Álbum: Wish You Were Here

Pra alguns gera um certo desconforto a psicodelia que envolve a maioria das músicas do Pink Floyd. Confesso que a mim também raramente me convence. Porém Shine on Your Crazy Diamonds tem um instrumental muito bom pra se incomodar com os 13 minutos de música. Gosto da forma como eles parecem transformar algo intangível em sons. Os arranjos de guitarra que parecem ecoar por quilômetros num campo aberto são muito legais. O próprio álbum Wish You Were Here é inteiramente recomendável, inclusive por ter o famosíssimo hit de mesmo nome. Pra quem gosta de guitarra e efeitos, a música é um prato cheio.

Música: House of Jazz
Artista: AC/DC
Álbum: Stiff Upper Lip (2003)

Me impressionou o fato de como 4 ou 5 notas fizeram um riff tão bom quanto esse. A princípio, Angus Young já é um dos principais riff makers do rock. Mas House of Jazz (uma das faixas que se salva nesse álbum, aliás), tem um apelo e uma força que nem sempre poucas notas conseguem dar. O solo dela também não vem com as inúmeras palhetadas que são a marca de Young, fazendo uma música atípica do AC/DC e ao mesmo tempo uma música com a marca tão forte do AC/DC impressa nela.

Música: Good News
Artista: Petra
Álbum: Wake-Up Call (1993)

O Blues Rock é uma das minhas grandes paixões musicais e uma de suas interpretações que mais me agradam é a de Good News. O vocal tem um papel fundamental pra essa música ser o que é: rasgada, direta e sem muitos arranjos desnecessários. Como se fosse um “ensaio geral”. Os solos característicos do Blues também estão presentes aqui. Muitas frases e menos “notas por minuto” valorizam a base feita pelos demais instrumentos. O solo de gaita no final é a cereja do bolo de mais uma ótima composição que encontrou os intérpretes ideais.

Música: Minor Thing
Artista: Red Hot Chilli Peppers
Álbum: By the Way (2002)

Apesar de bastante controverso e longe de ser uma unanimidade, eu gosto bastante desse álbum. Nessa música os arranjos e os solos não são tão arrebatadores como em álbuns anteriores do Red Hot mas esse eu considero com “argumentos” mais sólidos. Em “argumentos” leia-se uma construção musical mais completa, e menos preocupada com slaps ou solos muito grandes. Minor Thing é uma música com acordes e arranjos bem simples, mas muito mais assimiláveis do que algumas faixas do Californication, por exemplo. A parte da ponte, onde Kieds faz o rap é bem a essência do que eles são bons em fazer: algo que individualmente é simples e até “bobo”, mas juntos fazem um som excelente.

Música: Tudo o que você podia ser
Artista: Roupa Nova (part. Sandra de Sá)
Álbum: Ouro de Minas (2001)

Essa regravação da música de autoria de Lô Borges e Milton Nascimento traz uma roupagem pop que caiu muito bem. Primeiro com os arranjos vocais já característicos do Roupa Nova, e segundo a bateria, que faz uma marcação do tempo muito precisa. Junto com o baixo, fazem uma base muito sólida pros arranjos do resto da banda. Na parte em que eles cantam “tudo ou nada” fica muito explícita a marca musical que é o Roupa Nova. O peso do vocal da Sandra de Sá encaixa bastante com o suingue que tem a música.

Nota: o cara que upou o vídeo colocou a música duas vezes no mesmo vídeo.

Música: Coração Pirata
Artista: Roupa Nova
Álbum: RoupAcústico (2004)

Aos que se perguntam se eu gosto de Roupa Nova irônicamente, acho que taí a resposta. Coração Pirata além de uma letra maravilhosa, tem um arranjo de cordas incrível. Nessa versão acústica, a participação do piano fica mais destacada, dando força e suporte pra orquestra. A bateria participando apenas com a “vassourinha” dá um charme e uma leveza que não sufocaram nem a orquestra e nem o piano. Um grande trabalho feito por grandes músicos.

Música: People Say
Artista: The Meters
Álbum: Rejuvenation (1974)

O mais legal do soul é a liberdade. Nessa faixa por exemplo vemos todos os instrumentos tendo bastante espaço, como se fosse uma imensa mesa de bar onde todos tem a palavra. Quando isso se soma a uma certa qualidade técnica e um grau de entrosamento, a coisa só tende a ficar mais natural. Nessa faixa o que eu mais gosto é essa falta de “cerimônia” que a música acaba proporcionando. Difícil as vezes tentar explicar de um jeito que não fique subjetivo, mas as vezes é o que resta como opção.

Música: Samba da Elisa
Artista: Kiko Loureiro
Álbum: Universo Inverso (2006)

A melodia triste e ao mesmo tempo despretenciosa de Kiko Loureiro nessa música parece esconder toda a qualidade dos arranjos. A música pode não ter muitos recursos que impressionam, pra quem está acostumado ao virtuosismo de Loureiro em suas obras no Angra. Mas exatamente a falta dele é que torna essa música tão menos “Angra” e mais qualquer outra coisa. A versatilidade do autor na hora de compor a melodia me surpreendeu bem positivamente, e creio que deverá surpreender quem conhece apenas o Kiko “Angra” e não conhece esse álbum ainda.

Música: Nowhere Fast
Artista: Incubus
Álbum: Make Yourself (1999)

A composição de Nowhere Fast tem algo bem raro, principalmente se tratando de rock: em cada parte da música instrumentos diferentes são  mais “privilegiado”. Desde a introdução e o coro com o conjunto, a estrofe com a bateria, a ponte com a guitarra e o baixo. Você consegue apreciar e distinguir a qualidade técnica de cada músico individualmente, sem precisar ouvir a faixa 5 ou 10 vezes seguidas. Mostra que provavelmente a composição da harmonia passou por várias mãos antes da versão final.

More Information